sábado, 31 de outubro de 2015

35. Guerra Civil Americana






35. Guerra Civil Americana



A guerra civil Americana acorreu entre os anos de 1861 e 1865 nos Estados Unidos depois de vários estados escravistas do sul declararem sua secessão e formarem os Estados Confederados da América, conhecidos como "Confederação" ou "Sul". Os estados que não se rebelaram ficaram conhecidos como "União" ou simplesmente "Norte". A guerra teve sua origem na controversa questão da escravidão.
Na eleição presidencial de 1860, os republicanos, liderados por Abraham Lincoln, se opuseram à expansão da escravidão em territórios sob a jurisdição dos Estados Unidos. Lincoln venceu, mas antes de sua posse em 4 de março de 1861, sete estados escravistas com economias baseadas na produção de algodão formaram a Confederação. O então presidente democrata, James Buchanan, e os republicanos rejeitaram a secessão do sul. Em seu discurso de posse, Lincoln declarou que sua administração não iria iniciar uma guerra civil. As forças confederadas tomaram vários fortes federais no território reivindicado pela Confederação. Uma conferência de paz em 1861 não alcançou qualquer resultado e ambos os lados prepararam-se para a guerra. Os confederados assumiram que os países europeus eram tão dependentes do comércio de algodão que iriam acabar por intervir no conflito; no entanto, nenhum país interveio ou reconheceu a existência dos novos Estados Confederados da América.
As hostilidades começaram em 12 de abril de 1861, quando as forças confederadas tomaram Fort Sumter, um forte chave mantido por tropas da União na Carolina do Sul. Lincoln conclamou cada estado a fornecer tropas para retomar o forte e, consequentemente, mais quatro estados escravistas aderiram à Confederação, elevando o total de membros para onze. A União, no entanto, logo controlou os estados fronteiriços e estabeleceu um bloqueio naval que aleijou a economia sulista. No verão de 1862, a União destruiu a marinha confederada e dividiram a Confederação em dois a partir do rio Mississippi. A União usou muitos recursos materiais e humanos para atacar a Confederação em todas as direções. O exército confederado falhou em sua defesa, levando à rendição de seu principal general em 9 de abril de 1865. Todos os generais confederados renderam-se nesse verão.
A Guerra Civil Americana foi uma das primeiras verdadeiras guerras industriais. Estradas de ferro, o telégrafo, navios a vapor e armas produzidas em massa foram utilizados extensivamente. A mobilização de fábricas, minas, estaleiros, bancos, transportes e alimentos civis prenunciavam a Primeira Guerra Mundial. O conflito foi a guerra mais mortal na história dos Estados Unidos.




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sexta-feira, 30 de outubro de 2015

34. Independência da América Espanhola








34. Independência da América Espanhola



As guerras de independência na América espanhola inicia do século XIX, a partir de 1808 até 1829. Nesse período já havia duas nações independentes na América: os Estados Unidos em 1776 e o Haiti em 1804.
Em 1806, quando Napoleão Bonaparte com o bloqueio continental, proibiu os países europeus a comercializarem com o Reino Unido, sob ameaça de atacar os países onde as ordens não fossem cumpridas. Portugal, fiel aliado do Reino Unido, ficou numa situação desagradável, não se resolvendo a tempo. Napoleão, indo invadir Portugal, passou pela Espanha. O rei de Espanha, Fernando VII, foi preso e perdeu o trono por ordem de Napoleão, que, em seu lugar, colocou seu irmão José Bonaparte. O povo espanhol não obedecia ao rei francês, e as colônias também se recusaram a fazê-lo.
Com a Europa enfraquecida, a Colônia sentiu que seria a hora certa para lutar pela sua independência. Ora, a Espanha estava enfraquecida, pois estava tomada pelo exército francês de Napoleão que na verdade queria acabar com o intercâmbio comercial do Reino Unido, para que assim, a França se tornasse a maior potência europeia e não o Império Britânico. As Ideias Iluministas ainda circulavam por toda a Europa, assim como a recente Revolução Francesa. Essas ideias chegavam a colônia como consequência do comércio. Para as guerras de independência, os colonos se basearam nas ideais iluministas e na Declaração da Independência dos Estados Unidos da América.
Por ser um processo muito longo, complexo, abrangente e possuir muitas particularidades, as causas da independência variavam de lugar para lugar. Algumas causas de influência mundial, como a Revolução Francesa e a Independência dos Estados Unidos da América, atuaram mais como padrão que como uma causa direta.
Na América do Norte, a primeira colônia espanhola a se tornar independente foi o México, adotando, primeiramente o governo monárquico, e depois o governo republicano. Na América do Sul, a primeira independência foi a da Venezuela, que se completou com a independência da Colômbia e Equador. Na América Central, a região foi dividida em cinco países: Honduras, Guatemala, El Salvador, Nicarágua e Costa Rica. Depois de alguns anos, foi a vez das ilhas da América Central: a República Dominicana, Porto Rico e de Cuba.
O movimento de independência foi o resultado natural da fragmentação dos países emergentes. Não houve nenhuma alteração na estrutura administrativa; nem mesmo houve alterações sociais. Desapareceu o monopólio comercial e houve um empobrecimento de muitas regiões latino americanas que não poderiam competir com as indústrias na Europa. A independência não está ligada a qualquer melhoria econômica ou social ou de administração.
Depois de processos complexos que ocorreram em anos posteriores resultaram em 16 países da América Latina, ao lado o ano de independência: Argentina (1810), Bolívia (1822), Colômbia (1821), Costa Rica (1829), Chile (1818), Equador (1821), El Salvador (1839), Guatemala (1839), Honduras (1839), México (1821), Nicarágua (1838), Panamá (1821), Paraguai (1811), Peru (1821), República Dominicana (1844), Uruguai (1828) e Venezuela (1821). Cuba e Porto Rico em 1898 após a Guerra Hispano-Americana.




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quinta-feira, 29 de outubro de 2015

33. Reino Luso-Brasileiro







33. Reino Luso-Brasileiro



Em novembro de 1807, as tropas de Napoleão Bonaparte obrigaram a coroa portuguesa a procurar abrigo no Brasil. Dom João VI chegou ao Rio de Janeiro em 1808, abandonando Portugal após uma aliança defensiva feita com a Inglaterra, que escoltou os navios portugueses no caminho.
No ano de 1815 o Brasil assume a designação oficial de Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves e o Rio de Janeiro, por conseguinte, subia à categoria de Corte e capital. Em 1820 acorre a revolução no Porto e D. João VI retorna para Portugal em 1821, deixando seu primogênito Pedro de Alcântara como Príncipe-Regente do Brasil.
A separação do Brasil com Portugal foi informalmente realizada em janeiro de 1822, quando D. Pedro declarou que iria permanecer no Brasil, "Dia do Fico", com as seguintes palavras: Como é para o bem de todos e felicidade geral da nação, estou pronto: diga ao povo que fico. Agora só tenho a recomendar-vos união e tranquilidade. Porém, a separação do Brasil se é dada no dia 7 de setembro de 1822, com o "grito do Ipiranga" que foi romantizado, apesar da separação anteriormente.
Após a declaração da independência, o Brasil foi governado por Dom Pedro I até o ano de 1831, período chamado de Primeiro Reinado, quando abdicou em favor de seu filho, Dom Pedro II, então com cinco anos de idade.
Durante o período de 1831 a 1840, o Brasil foi governado por diversos regentes, encarregados de administrar o país enquanto o herdeiro do trono, D. Pedro II, ainda era menor, até o Golpe da Maioridade em 1840, que elevou D. Pedro II ao trono com 15 anos dando início ao Segundo Reinado.
A partir de 1870, assistiu-se ao crescimento dos movimentos republicanos no Brasil, principalmente após 13 de maio de 1888, quando a Princesa Isabel sancionou a Lei Áurea, que já havia sido aprovada pelo Parlamento, abolindo toda e qualquer forma de escravidão no Brasil. Mas a economia, que tinha como base principal a agricultura, tornando-se o café o principal produto exportador do Brasil durante o reinado de Pedro II, em substituição à cana-de-açúcar. A falta de mão-de-obra em consequência da libertação dos escravos foi solucionada com a atração de centenas de milhares de imigrantes, em sua maioria italianos, portugueses e alemães.
Em 1889, um golpe militar tirou o cargo de primeiro-ministro do visconde de Ouro Preto, e, por incentivo de republicanos, o Marechal Deodoro da Fonseca proclamou a República e enviou ao exílio a Família Imperial.
Não houve nenhuma participação popular na proclamação da República do Brasil. O que ocorreu, tecnicamente foi um golpe militar. O povo brasileiro apoiava o Imperador e para poupar conflitos, não houve violência e a Família Imperial pôde exilar-se na Europa em segurança. Era o Fim da monarquia no Brasil e o começo da Republica que inicia em 1889 e permanece até hoje.




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quarta-feira, 28 de outubro de 2015

32. Guerras Napoleônicas






32. Guerras Napoleônicas



Napoleão chegou ao poder como 1° Cônsul em 1799 vindo a ser coroado imperador da França, em 1804, sob o título de Napoleão I. E em 1805, Napoleão organizou uma enorme frota para atacar a Inglaterra, mas uma esquadra britânica comandada por Horácio Nelson destruiu uma força combinada franco-espanhola acabando com a ameaça francesa no mar. Em 1805, Napoleão também lançou os seus exércitos num ataque à Áustria, derrotando-a em Dezembro. No ano seguinte invadiu a Prússia e derrotou-a. Em 1807 foi a vez dos Russos. Em 1809, a Áustria voltou à luta, mas foi novamente derrotada.
Na península Ibérica, em 1807, Napoleão atacou Portugal e, em 1808, a Espanha, nomeando o seu irmão José Bonaparte como rei de Espanha. Os povos ibéricos revoltaram-se e as tropas britânicas desembarcaram em Portugal. Napoleão forçou-as a uma retirada para o norte da Espanha. Enquanto as forças de guerrilha e os exércitos espanhóis desgastavam os franceses e obrigavam Napoleão a manter um enorme exército na Espanha, o exército português, reconstituído e aliado aos britânicos sob o comando de Wellington, concentrou a defesa de Portugal, conduzindo à vitória sobre os franceses. Em Maio de 1813, o exército anglo-português iniciou a libertação de Espanha.
Em 1812, Napoleão estava decidido a esmagar a Rússia, que invadiu com seiscentos mil homens em Junho. O que ele não sabia é que os russos haviam abandonado sua própria capital, levando documentos governamentais importantes, além da família real. O objetivo disso era criar uma armadilha para Napoleão, que caiu nela. Acostumados a saquear cidades e usar os alimentos presentes nelas, o exército francês se deparou com a escassa produção agrícola e rigoroso inverno russo. Chegando em Moscou, Napoleão esperava encontrar o czar para poder obrigá-lo a coroar Napoleão rei, mas encontrou a cidade em chamas, vazia. Então, tomou Moscou, mas encontrou-se com falta de mantimentos e em pleno Inverno russo. Teve de retirar, em meio a morte de seus soldados por hipotermia e fome, perdendo a maioria esmagadora dos seus soldados. A Áustria, Prússia e outros estados alemães recomeçaram a guerra, e em Outubro de 1813 uma força combinada de russos, prussianos e austríacos derrotou Napoleão na Batalha de Leipzig. Este abdicou em Abril de 1814 e foi exilado para a ilha de Elba.
As Guerras Napoleónicas repercutiram no Brasil a partir da invasão da península Ibérica em 1807. Com a chegada da Família Real portuguesa ao Brasil em 1808, e a transferência da Administração para o Rio de Janeiro, o Príncipe Regente emite o Decreto de Abertura dos Portos às Nações Amigas.
Em março de 1815 Napoleão escapa da ilha de Elba e regressa à França. O rei francês, Luís XVIII, fugiu e Napoleão viu-se de novo no poder. Reuniu-se apressadamente um exército aliado, que derrotou Napoleão na Bélgica, em Waterloo, em junho. Napoleão foi novamente exilado, agora para a ilha de Santa Helena, no Atlântico Sul, onde morreu em 1821. Napoleão Bonaparte é considerado um dos maiores estrategistas da história.




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terça-feira, 27 de outubro de 2015

31. Revolução Industrial






31. Revolução Industrial



A Revolução Industrial junto com a Independência dos Estados Unidos e a Revolução Francesa assinala a transição da Idade Moderna para a Idade Contemporânea. A Revolução Industria inicia em 1760 e vai até 1830, apenas como referência de tempo, pois o processo de mudança econômica e social ocorreu de forma gradual. A revolução teve início no Reino Unido e em poucas décadas se espalhou para a Europa Ocidental e os Estados Unidos.
A Revolução Industrial é um divisor de águas na história e quase todos os aspectos da vida cotidiana da época foram influenciados de alguma forma por esse processo. Esta transformação incluiu a transição de métodos de produção artesanais para a produção por máquinas, a fabricação de novos produtos químicos, novos processos de produção de ferro, maior eficiência da energia da água, o uso crescente da energia a vapor, além da substituição da madeira pelo carvão.
São as novidades da Revolução Industrial que fazem o pensador escocês Adam Smith procurar responder racionalmente às perguntas da época e escrever seu livro A Riqueza das Nações em 1776, que é considerado uma das obras fundadoras da ciência econômica.
Durante a segunda metade do século XIX, entre 1850 a 1870, ocorre mais uma série de desenvolvimentos dentro da indústria química, elétrica, de petróleo e de aço. Outros progressos essenciais nesse período incluem a introdução de navios de aço movidos a vapor, o desenvolvimento do avião, a produção em massa de bens de consumo, o enlatamento de comidas, refrigeração mecânica e outras técnicas de preservação e a invenção do telefone eletromagnético. Esse período é considerado como a Segunda Revolução Industrial.
O Reino Unido foi pioneiro no processo da Revolução Industrial e ajudou a manter sua hegemonia durante o século XIX, um período de acelerado progresso econômico-tecnológico, de expansão colonialista e das primeiras lutas e conquistas dos trabalhadores. Durante a maior parte do período, o trono britânico foi ocupado pela rainha Vitória, entre 1837-1901. Ao final do período, a busca por novas áreas para colonizar e descarregar os produtos maciçamente produzidos pela Europa produziu uma acirrada disputa entre as potências industrializadas, causando diversos conflitos e um crescente espírito armamentista que culminou, mais tarde, na eclosão, da Primeira Guerra Mundial em 1914.




Revolução Industrial











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segunda-feira, 26 de outubro de 2015

30. Idade Contemporânea








30. Idade Contemporânea



A Idade Contemporânea é o período específico atual da história do mundo ocidental, iniciado a partir da Revolução Francesa em 1789. A Contemporaneidade está marcada de maneira geral, pelo desenvolvimento e consolidação do regime capitalista no ocidente e, consequentemente pelas disputas das grandes potências europeias por territórios, matérias-primas e mercados consumidores.
O seu início foi bastante marcado pela corrente filosófica iluminista, que elevava a importância da razão. Havia um sentimento de que as ciências iriam sempre descobrindo novas soluções para os problemas humanos e que a civilização humana progredia a cada ano com os novos conhecimentos adquiridos.
Atualmente está havendo uma especulação a respeito de quando essa era irá acabar e a respeito da eficiência atual do modelo europeu da divisão histórica.

Cronologia


  • 1789 – Revolução Francesa
  • 1792 – Tiradentes é enforcado em praça pública.
  • 1799 – Termina a Revolução Francesa.
  • 1808 – Chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil.
  • 1822 – Independência Brasileira em 7 de setembro.
  • 1825 – Guerra da Cisplatina resulta na independência do Uruguai.
  • 1859 – A Origem das Espécies, de Charles Darwin, é publicada em 24 de Novembro.
  • 1861 – Guerra Civil Americana entre a União e a Confederação.
  • 1865 – Abraham Lincoln, presidente dos E.U.A. é assassinado em Washington, D.C.
  • 1888 – Lei Áurea é assinada pela Princesa Isabel e extingue todos os escravos no Brasil.
  • 1889 – Proclamação da República no Brasil.
  • 1914 a 1918 – Primeira Guerra Mundial.
  • 1917 – Revolução Russa.
  • 1939 a 1945 – Segunda Guerra Mundial.
  • 1945 a 1991 – Guerra Fria entre os Estados Unidos e a União Soviética
  • 1989 – Ocorre a Queda do Muro de Berlim em 9 de novembro.
  • 1990 – Guerra do Golfo.
  • 1991 – A União Soviética é dissolvida em 26 de dezembro.
  • 2001 – Atentado terrorista no World Trade Center em Nova York em 11 de setembro.
  • 2010 – Início da Primavera Árabe.




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domingo, 25 de outubro de 2015

29. Revolução Francesa






29. Revolução Francesa



A Revolução Francesa ocorreu entre os anos de 1789 a 1799 e foi um período de intensa agitação política e social na França, que teve um impacto duradouro na história do país e, mais amplamente, em todo o continente europeu. A monarquia absolutista que tinha governado a nação durante séculos entrou em colapso em apenas três anos. A sociedade francesa passou por uma transformação épica, quando privilégios feudais, aristocráticos e religiosos evaporaram-se sob um ataque sustentado de grupos políticos radicais de esquerda, das massas nas ruas e de camponeses na região rural do país. Antigos ideais da tradição e da hierarquia de monarcas, aristocratas e da Igreja Católica foram abruptamente derrubados pelos novos princípios de liberdade, igualdade e fraternidade. As casas reais da Europa ficaram aterrorizadas com a revolução e iniciaram um movimento contrário que até 1814 tinha restaurado a antiga monarquia, mas muitas reformas importantes tornaram-se permanentes. O mesmo aconteceu com os antagonismos entre os partidários e inimigos da revolução, que lutaram politicamente ao longo dos próximos dois séculos.
A revolução começou em 1789 em meio a uma crise fiscal, o povo francês estava cada vez mais irritado com a incompetência do rei Luís XVI e com a indiferença contínua e a decadência da aristocracia do país. Esse ressentimento, aliado aos cada vez mais populares ideais iluministas, alimentaram sentimentos radicais e com a convocação dos Estados Gerais em maio. O primeiro ano da revolução foi marcado pela Tomada da Bastilha em julho, pela aprovação da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão em agosto e por uma épica marcha sobre Versalhes, que obrigou a corte real a voltar para Paris em outubro. Os anos seguintes foram dominados por lutas entre várias assembleias liberais e de direita feitas por apoiantes da monarquia no sentido de travar grandes reformas no país.
Em síntese, em 1791 foi criada a Constituição que estabeleceu na França as linhas gerais para o surgimento de uma sociedade burguesa e capitalista em lugar da anterior, feudal e aristocrática e a primeira República Francesa foi proclamada em setembro de 1792 e o rei Luís XVI foi executado no ano seguinte. Os sentimentos populares radicalizaram a revolução significativamente, culminando com a ascensão de Maximilien Robespierre, dos jacobinos e de uma ditadura imposta pelo Comitê de Salvação Pública, que estabeleceu o chamado Reino de Terror entre 1793 e 1794, período no qual quase 40 mil pessoas foram mortas. Após a queda dos jacobinos e a execução de Robespierre, o Diretório assumiu o controle do Estado francês em 1795 e manteve o poder até 1799, quando foi substituído pelo Consulado em 1799, sob o comando de Napoleão Bonaparte.
A era moderna tem se desdobrado na sombra dos ideais conquistados pela Revolução Francesa. O crescimento das repúblicas e das democracias liberais ao redor do mundo, a difusão do secularismo e o desenvolvimento das ideologias modernas tiveram o seu nascimento durante a revolução. E é o fim da Idade Moderna e a entrada da humanidade na Idade Contemporânea, que é o período específico atual da história do mundo ocidental.

Principais Datas


  • 1787: Revolta dos Notáveis
  • 1789: Tomada da Bastilha e Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão.
  • 1790: Confisco dos bens do Clero.
  • 1791: Constituição que estabeleceu a Monarquia Constitucional.
  • 1791: Tentativa de fuga e prisão do rei Luís XVI.
  • 1792: Invasão da França pela Áustria e Prússia.
  • 1793: Oficialização da República e morte do Rei Luís XVI; 2ª Constituição.
  • 1793: Terror contra os inimigos da revolução.
  • 1794: Deposição de Robespierre.
  • 1795: Regime do Diretório — 3ª Constituição.
  • 1799: Golpe do 18 de brumário (9 de novembro) de Napoleão.




Revolução Francesa















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sábado, 24 de outubro de 2015

28. Independência dos Estados Unidos







28. Independência dos Estados Unidos



A Independência dos Estados Unidos teve suas raízes na assinatura do Tratado de Paris em 1763, onde finalizou a Guerra dos Sete Anos. Ao final do conflito, o território do Canadá foi incorporado pela Inglaterra. Neste contexto, as treze colônias começaram a ter seguidos e crescentes conflitos com a metrópole inglesa, pois, devido aos enormes gastos com a guerra, a metrópole aumentou a exploração sobre essas áreas.
Além da cobrança excessiva de impostos, os ingleses em 1765 proibiram a abertura de estabelecimentos fabris nas colônias e a adição de novos impostos de produção sobre a fabricação de tintas, vidro, papel e principalmente chá. Em 1773, devido à alta dos impostos, ocorreu em Boston a revolta do chá.
Na Filadélfia em 5 de Setembro de 1774, se reuniram os representantes das treze colônias no chamado então primeiro congresso continental. Neste encontro foi redigida uma declaração de direitos e exigido o retorno à situação anterior. O Parlamento britânico não aceitou as reivindicações da colônia, aumentando desta forma os atritos entre as treze colônias e o governo central, culminando com a eclosão da guerra em 1775.
No decorrer do conflito, os representantes das colônias reuniram-se no segundo Congresso de Filadélfia (1775) e Thomas Jefferson redigiu a Declaração da Independência dos Estados Unidos, promulgada em 4 de julho de 1776. Procede-se também à constituição de um exército, cujo comando é confiado ao fazendeiro George Washington.
Pela primeira vez na história da expansão europeia, uma colônia tornava-se independente dos países meio por um ato revolucionário. E fazia-o não só proclamando ao mundo, no documento histórico aprovado no 4 de Julho, o direito à independência e à livre escolha de cada povo e de cada pessoa, mas ainda construindo uma federação de estados dotados de uma grande autonomia e aprovando uma constituição política, sendo a primeira da História mundial, onde se consignavam os direitos individuais dos cidadãos, se definiam os limites dos poderes dos diversos estados e do governo federal, e se estabelecia um sistema de equilíbrio entre os poderes legislativo, judiciário e executivo de modo a impedir a supremacia de qualquer deles, além de outras disposições inovadoras.
A guerra teria fim em 1783, quando a independência dos Estados Unidos foi reconhecida pelo Reino Unido no Tratado de Paris de 1783. Apesar da estrutura social ter permanecido inalterada, o norte continuou capitalista e no sul a escravidão foi mantida, a Guerra da Independência dos Estados Unidos é chamada de revolução por ter instituído, na Constituição de 1787, vigente até hoje, uma república federal, a soberania da nação, e divisão tripartida dos poderes. Além disso, influenciou as revoluções liberais que aconteceriam na Europa, como a Revolução Francesa.















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sexta-feira, 23 de outubro de 2015

27. Colonização do Brasil







27. Colonização do Brasil



O descobrimento do Brasil em 1500 não despertou muito interesse a coroa portuguesa que preferia o comercio com as Índias e manteria no Brasil apenas a retira de pau brasil, no entanto nações como a França e a Holanda ameaçavam a hegemonia lusitana em terras brasileiras com o envio de expedições de reconhecimento do território. Tais ameaças fizeram com que a política colonial portuguesa fosse modificada e no ano de 1530 foi fundado o primeiro centro de exploração colonial no litoral do atual Estado de São Paulo. Essa primeira ocupação deu origem à Vila de São Vicente.
A partir de então, a administração colonial contou com um primeiro sistema de distribuição organizado por meio da divisão do território. Essa divisão deu origem às chamadas capitanias hereditárias, grandes extensões de terra que eram doadas para nobres, burocratas ou comerciantes influentes dentro da Corte lusitana.
Esse primeiro sistema de controle e povoamento da colônia brasileira acabou não tendo grandes resultados. Com isso, os portugueses resolveram implantar um novo sistema administrativo mais centralizado e composto por representantes diretos do poder metropolitano. Foi daí que surgiu o chamado governo-geral, um governador nomeado pelo rei deveria tomar medidas em favor da criação de vilas, a exploração econômica das terras e o combate aos piratas e contrabandistas.
Para dar conta de tantas funções, o governador-geral contava com o apoio de um corpo de funcionários. Para tratar das questões de justiça havia a figura do ouvidor-mor; os recursos financeiros levantados pela atividade colonial e a arrecadação de impostos era responsabilidade do provedor-mor; e o capitão-mor combatia os invasores e criminosos do ambiente colonial. A primeira cidade escolhida para abrigar o governo-geral foi Salvador, considerada a primeira capital do Brasil e foi Tomé de Sousa, o primeiro governador do Brasil, que chegou em 1549. Vieram também padres jesuítas chefiados por Manuel da Nóbrega, encarregados da catequese dos indígenas e de consolidar, através da fé, o domínio do território pela Coroa portuguesa.
Os governadores seguintes, Duarte da Costa (1553 - 1557) e Mem de Sá (1557 - 1572), reforçaram a defesa das capitanias, fizeram explorações de reconhecimento da terra e tomaram outras medidas no sentido de reafirmar e garantir a colonização.
O Governo Geral permaneceu até a vinda da família real para o Brasil, em 1808 e foi o período colonial o mais longo período da história brasileira. Ao longo de mais de três séculos, os portugueses empreenderam negócios rentáveis à custa de uma estrutura administrativa centralizada e voltada para os exclusivos interesses da metrópole. Muitas das feições sociais, políticas, econômicas e culturais assumidas pelo Brasil na atualidade são fruto desse longo período histórico.
A extinção do sistema de capitanias ocorreu formalmente em 28 de fevereiro de 1821, um pouco mais de um ano antes da declaração de independência.




Colonização do Brasil

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quinta-feira, 22 de outubro de 2015

26. Absolutismo Europeu







26. Absolutismo Europeu



Foi na parte política que houve as maiores transformações dos tempos modernos e nesse período em que o rei sempre foi a autoridade máxima, levou à centralização monárquica, constituindo-se o novo absolutismo, desta vez esclarecido e progressista, fundado numa ordem política expressa na constituição do Estado moderno e na existência de uma nova entidade coletiva que, a partir de agora, ia formar a nação.
Foi na Espanha em 1556, quando Carlos V decidiu abdicar do trono em favor de seu filho Filipe II, este herdou a coroa da Espanha, o ducado de Milão e o reino de Nápoles, os Países Baixos e as colônias americanas. Era um domínio imenso para um jovem soberano. Filipe II, por trinta anos, reinou nesse vasto império. Poucos anos depois, Filipe II obteve outro sucesso na política colonial. Em 1580, a dinastia portuguesa entregava, por falta de herdeiros diretos, a coroa de Portugal para a Espanha, e Filipe II ficou governando colônias portuguesas na Índia Oriental e na América do Sul. Foi a época do domínio espanhol no Brasil (1580-1640). Com a morte de Filipe II, no ano de 1598, a Espanha, estava arruinada e enquanto isso, a Holanda e a Inglaterra se tornavam duas grandes potências navais.
Nesse mesmo tempo, a França superava a crise de uma guerra civil e implantava suas bases para uma futura supremacia na Europa. A França, cansado de longas lutas contra Carlos V, era palco de agitações e grandes contrastes sociais. Iniciou-se, assim, uma série de intermináveis guerras religiosas, que ameaçavam destruir a unidade política da França. O episódio mais trágico foi a Noite de São Bartolomeu em 24 de agosto de 1572 que foram assassinados milhares de pessoas por causas religiosas. Para pôr fim às lutas religiosas internas, Henrique IV, concedeu o Édito de Nantes em 1598, um documento que concedeu a liberdade religiosa.
Já na Inglaterra, Isabel I, a grande adversária de Filipe II da Espanha, subiu ao trono após a morte de sua irmã. A jovem rainha Isabel I esforçou-se para assegurar a paz religiosa e preservar seu país do fanatismo religioso que explodia em todo o continente europeu. A Inglaterra abria novos mercados para os produtos de sua indústria e teve, desta forma, que aumentar a sua frota, formada de navios ligeiros e bem armados, que começaram a fazer a rota atlântica para quebrar o monopólio espanhol na América e dominar o comércio mundial.
Todo esse absolutismo permaneceu na Europa durante os séculos XVI, XVII e XVIII o seu rompimento definitivo favoreceu o desenvolvimento de nova política econômica, adequada aos interesses da crescente burguesia, que optou-se pelo livre comércio, dando fim aos monopólios. Qualquer pessoa que tivesse recursos suficientes poderia iniciar uma atividade produtiva e comerciar livremente em qualquer região de sua escolha. Isso estimulou grandemente a produção agrícola e manufatureira e fez com que a Inglaterra conseguisse reunir condições favoráveis para ser a pioneira na Revolução Industrial e a França com seus ideais de Liberdade, Fraternidade e Igualdade na revolução Francesa.















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quarta-feira, 21 de outubro de 2015

25. Reforma e Contra Reforma









25. Reforma e Contra Reforma



A Reforma foi um movimento que surgiu dentro da Igreja Católica como resposta às dúvidas dos fiéis e às discussões religiosas. As ideias renascentistas valorizaram o homem e suas realizações, a expansão comercial permitiu o confronto de valores e culturas diversas e provocou um "repensar" crítico do mundo, até então dominado pelo clero romano. A decadência moral dos sacerdotes favoreceu o aparecimento de numerosas seitas, que contestavam alguns dogmas católicos e propunham uma vida de desapego aos bens materiais. Outro fator que desmoralizou a autoridade da Igreja Católica foi a crise do papado, que foi o controle que os reis franceses exerceram sobre o papa durante o século XIV, com a transferência da sede do Vaticano de Roma para França. Os demais países contestaram e a Igreja chegou a possuir dois pontífices: um em Roma e outro na França.
Nesse contexto Europeu, a Alemanha, no século XV, sem um poder centralizado, dividida entre vários senhores feudais e praticando uma economia agrária, custava a desenvolver-se economicamente. O povo estava esmagado pelos tributos feudais e o dizimo. A Igreja recolhia ali inúmeros impostos e era proprietária de grandes extensões de terras, e para piorar a situação, vendia os cargos eclesiásticos a quem pagasse mais e oferecia o perdão dos pecados através do pagamento de indulgência.
A indignação aumentou quando o monge Tetzel foi à Alemanha para a venda de bulas, no intuito de arrecadar mais dinheiro para a construção da Basílica de São Pedro. Martinho Lutero, monge alemão, criticou os abusos e começou a denunciar publicamente a corrupção da Igreja Romana e expôs suas ideias que ficou conhecido como as 95 Teses de Lutero.
A doutrina luterana provocou uma divisão entre os nobres alemães, muitos deles ansiosos por se apoderar dos bens do clero, para aumentar seus domínios. O apoio desses nobres foi decisivo para que as ideias de Lutero prosperassem. Reunidos pelo imperador Carlos V para que voltassem a fé católica, muitos nobres protestaram, dando o nome protestantes aos que aderiram à nova religião. Sem conseguir um acordo, o rei deu consentimento para que cada nobre escolhesse livremente sua religião. Os camponeses eram obrigados a adotar a religião de seu senhor. A doutrina luterana espalhou-se pela Alemanha, Suécia, Noruega e Dinamarca.
As ideias protestantes foram adotadas também na Suíça. Em Genebra, com a pregação de João Calvino, o protestantismo sofreu uma reformulação e maior radicalização. Calvino desenvolveu a teoria da predestinação. Para a cidade de Genebra, com um comércio desenvolvido e uma poderosa burguesia, essa doutrina significava o reconhecimento da riqueza e do trabalho dos negociantes como situação abençoada aos olhos de Deus. Calvino tornou-se um autêntico líder político e estabeleceu, de maneira rígida, as regras a serem seguidas pelos calvinistas.
A Inglaterra, sob o reinado de Henrique VIII, conheceu uma nova religião chamada de anglicanismo, que reconhecia o rei como chefe supremo da Igreja e do Estado. O rompimento com o Vaticano deveu-se principalmente a fatores políticos: Henrique VIII desejava a anulação de seu casamento com Catarina de Aragão, irmã do rei espanhol. Catarina havia se tornado estéril, sem ter deixado herdeiros masculinos para garantir a sucessão real.
Os movimentos protestantes diminuíram consideravelmente a influência da Igreja Romana em vários países e provocaram a perda de suas terras nesses domínios.
A expansão rápida do protestantismo e a pressão dos católicos para a moralização de sua religião fizeram surgir uma reação para afirmar o credo católico. Esse movimento foi liderado pela ordem dos Capuchinhos, que viviam na austeridade tradicional, e pelo cardeal Ximenes, da Universidade de Salamanca. Mas a Igreja só conseguiu reafirmar-se definitivamente após a promulgação das resoluções do Concílio de Trento (reunido entre 1545 e 1563 na cidade de Trento, na Itália), que estabeleceu a rejeição ao protestantismo, a manutenção dos sete sacramentos, obrigatoriedade do uso do latim na missa, manutenção do celibato para sacerdotes, fim da venda de indulgências e a restauração dos tribunais da Santa Inquisição para julgamento de atos e ideias contrárias ao pensamento católico.
A reabilitação moral da Igreja deteve o avanço do protestantismo, mas não impediu a divisão de doutrinas. A partir da Reforma, o mundo não estava mais submetido à supremacia da Igreja Romana.




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terça-feira, 20 de outubro de 2015

24. Renascimento







24. Renascimento



O período conhecido como Renascimento seguiu-se O período conhecido como Renascimento seguiu-se à Idade Média e levou à era Moderna. A palavra deriva do latim que significa tornar a nascer e se refere ao ressurgimento da cultura greco-romana. Os artistas e as figuras intelectuais do Renascimento rejeitavam conscientemente as ideias da Idade Média e buscavam inspiração nos modelos clássicos.
Na Idade Média as pessoas consideravam os aspetos e fatos da vida e da história de acordo com os ideais religiosos. Para eles, a vida terrena e os acontecimentos históricos se explicavam pela vontade de Deus, um ser superior. Toda a ciência, a literatura e a arte daquela época dependiam do pensamento religioso.
Todavia, no decorrer do século XIII, a Itália e o resto da Europa começaram a modificar seu modo de pensar, voltando suas atenções para uma vida concreta e terrena, onde o homem passou a ter importância como o grande protagonista de acontecimentos e determinando, ele mesmo, a sua vontade.
No Renascimento, o mundo aparece como cenário das ações humanas, e não como expressão da vontade divina. A natureza também atrai as atenções e se torna objeto de observações e estudos por parte dos renascentistas.
A palavra Renascimento indica, em todos os seus aspetos, o prosseguimento da vida econômica, social e cultural que aconteceu na Itália e depois no resto da Europa.
O Renascimento começou na Itália, com o desenvolvimento das cidades e do comércio, onde abrigavam nobres senhores, como os Lourenço de Médici, da cidade de Florença; os Gonzaga, da cidade de Mantova; os Sforza, da cidade de Milão, e tantos outros nobres senhores que, gozando de prosperidade econômica, resolveram financiar e proteger artistas, cientistas e literatos.
As principais causas do Renascimento foram:
  • A descoberta das Américas e as Grandes Navegações trouxeram novas experiências culturais e cientificas.
  • O humanismo que torna o Homem responsável por si mesmo e não mais subordinado à vontade divina.
  • A queda de Constantinopla, a importante capital do Império Romano do Oriente, grande centro comercial e cultural medieval. Muitos intelectuais de Constantinopla se dirigiram à Itália após a sua queda.
  • O apoio dos mecenas, ricos senhores que patrocinavam artistas e literatos.
  • A invenção da imprensa: Os livros não seriam mais manuscritos, o que facilitaria a divulgação da cultura.
As principais características do Renascimento foram: a criação, originalidade, novos ideais, renovação artística e intelectual e retorno à cultura greco-romana.
O Renascimento foi um fenômeno histórico que fez reviver valores, criar outros novos e trouxe o despertar de novos momentos na literatura, na arte e na ciência.
A sociedade da época aproveitou muito da cultura renascentista, que até hoje chega para nós. Foi o Renascimento, sem dúvida, o alvorecer da Idade Moderna.

Renascimento Literário


A invenção da imprensa, em 1450, pelo alemão Johannes Gutenberg, foi responsável pela impressão da Bíblia e, daí por diante, surgiram muitos livros, facilitando o contato dos leitores com a cultura.
Itália - Dante Alighieri (1265-1321): Participou da vida política da cidade de Florença, mas por motivos políticos foi exilado. Escreveu Divina comédia.
Itália - Nicolau Maquiavel (1469-1527): Sua grande obra é O Príncipe; nela ele expõe sua doutrina política.
França - Michel Montaigne (1533-1592): sua principal obra é Ensaios. Nela, ele comenta e analisa o comportamento, as reações do homem e os problemas do seu tempo.
Inglaterra - Thomas Morus (1478-1535): sua obra-prima é Utopia. É um romance político e social, no qual ele aconselha os homens a seguirem o Estado. O Estado é o bem comum e dele virá proteção e segurança para todos.
Inglaterra - William Shakespeare (1564-1616): teatrólogo e poeta inglês, autor de mais de 40 peças, 154 sonetos e 2 poemas. Dentre as peças, destacamos: Romeu e Julieta, O mercador de Veneza, Sonhos de uma noite de verão, Macbeth, Rei Lear.
Espanha - Miguel de Cervantes (1547-1616): sua obra-prima é Dom Quixote de La Mancha. Ela narra as desventuras de um cavaleiro arruinado, Dom Quixote, representando o sonho e a aventura, e Sancho Pança, seu fiel escudeiro, na sua simplicidade de homem do campo.
Portugal - Luís de Camões (1524-1580): sua grande obra é Os Lusíadas, publicada em 1572, dedicada ao rei Dom Sebastião.
Holanda - Erasmo de Roterdã (1466-1536): sua principal obra é Elogio da loucura. Nessa obra ele satiriza a Igreja e a sociedade de sua época. É considerado o pai do humanismo moderno.

Renascimento Artístico


A principal característica da pintura renascentista é a libertação. Os homens do Renascimento se sentiam o centro do Universo, expondo sua própria personalidade ao mundo que os circundava, procurando leis de equilíbrio e de harmonia para imitá-la na vida e na arte.
Itália - Brunelleschi (1377-1446): escultor e arquiteto italiano. Foi ele quem descobriu as leis da perspectiva central, sendo esse um dos fatores que ajudou no desenvolvimento da arte italiana renascentista.
Itália - Leonardo da Vinci (1452-1519): foi um famoso pintor, escultor, arquiteto, matemático, cientista, músico e inventor. Suas obras mais famosas são Santa Ceia e Gioconda ou Mona Lisa.
Itália - Michelangelo Buonarroti (1475-1564): pintor, escultor, arquiteto e poeta italiano. A sua grandeza como pintor se faz presente na pintura da Capela Sistina, contando a história do Gênesis e em torno do Juízo Final, obra máxima da arte religiosa no Renascimento. Como escultor, o destaque fica para as suas estátuas Pietá, David e Moisés.
Itália - Donatello, nascido Donato di Betto Bardi (1386-1466): escultor italiano, considerado o iniciador do realismo na escultura com inúmeros trabalhos.
Bélgica - Rubens, nascido Peter Paul Rubens (1577): o maior dos pintores flamengos. Principais telas: Rapto das filhas de Leucipo, Rapto de Europa, Coração de Maria de Médicis e outras.

Renascimento científico


Polônia - Nicolau Copérnico (1473-1543): seu trabalho girou em torno da revolução da órbita celeste. Ele contestava que a Terra fosse o centro do Universo e dava a ideia da teoria heliocêntrica.
Inglaterra - Isaac Newton (1642-1727): descobriu as leis da gravitação universal.
Itália - Galileu Galilei (1564-1642): foi um grande pesquisador nas áreas de matemática, física, astronomia. Estudou a aceleração nas quedas dos corpos e anunciou o princípio da inércia.
França - René Descartes (1595-1650): chamado o pai do racionalismo, criou a geometria analítica e fez descobertas na física, escrevendo o tratado sobre a luz.
Alemanha - Johannes Kepler (1571-1630): estudou as leis dos movimentos dos planetas e conseguiu apresentar teorias sobre o planeta Marte.




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